sábado, 18 de junho de 2011

Poema sem título

Vejo a conveniente solução para meus problemas,
Pois quem verá que dilemas
Tenho enfrentado até aqui onde estou?
É tão simples e nefasto,
Que não me devo preocupar com acontecimentos a posteriori,
Nem me prender a pensamentos de dor.
Só peço a todos que me poupem o velório,
Levem meu corpo ao crematório
E esqueçam rituais tolos de galardão.

Talvez seja mais conveniente
Atirar o corpo ao rio corrente,
Tal como fazem os indianos.
Se mesmo assim for trabalho exagerado,
Deixem a carcaça ao chão jogado,
Até que apodreça cumprindo o ciclo.
Agora à beira do precipício,
Sozinho num mundo fictício,
A morte vem para buscar-me,
Cumprindo, de vez, seu ofício.

Adaímel Naren.

sábado, 21 de maio de 2011

Ultraviolência

Derrubado com um tolchock,
Krovvy se espalhava pelo chão,
Atacado com a ultraviolência de molochs,
O pobre veck agonizava sua dor em solidão.
Malditos bratchnys, fugiram skorry,
Sem dar chance de reação ao catódio,
Deram vazão a seu ódio,
Por puro preconceito e intolerância
E acharam tudo horrorshow.

Ofenderam-no por kaffir,
Bateram nele até cair,
Defendendo algo já provado inepto.

O veck agredido, representante da minoria,
Alcunhado de inúmeros nomes sujos,
Agora, à beira da morte,
Suplica por Bog, o bom e velho Bog.

Na noite escura e sombria,
Uma baboochka trafega indiferente, sem prestar socorro ao desgraçado,
A toda essa violência o povo já deve estar acostumado,
Tudo virou nátrio.

Antônio Operário.

sábado, 7 de maio de 2011

Amor em quatro estrofes

Como posso te contar
Em versos irregulares e rimas pobres
O que tenho - há tanto tempo guardado
Pra te dizer?


Como posso te ver
Sem parecer um completo idiota,
Sem parar de suar as costas
E sem nada disso entender?


Eu, desajeitado, um pobre desgraçado
Que nem sequer deu-se ao luxo de tolher
Essa sensação diferente,
Que mexe com a gente
E que já se tornou clichê.


Medíocre condição
De dependência, uma infecção
Que há de um dia a todos aparecer,
Mas se sou correspondido
E a ti sou mais que um amigo,
Então eu só penso em você.

André Laminae.

sábado, 30 de abril de 2011

Introdução

Olá, criaturas com polegar opositor e mesencéfalo altamente desenvolvido. Estou criando um novo blog para postar poesias e contos, alguns de minha autoria. Tentarei postar regularmente, cerca de uma poesia ou conto por semana. Com esse post de introdução aviso-lhes do primeiro poema intitulado "Amor em quatro estrofes", de André Laminae.